Ouvidoria da Mulher se consolida como espaço de escuta e acolhimento, em Aracaju

Implantada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), em setembro do ano passado, a Ouvidoria da Mulher encerrou 2025 com 31 solicitações registradas. Já nos primeiros 15 dias de 2026, o serviço contabiliza 22 encaminhamentos, demonstrando o fortalecimento do canal e a confiança das mulheres no espaço. A Ouvidoria funciona como um ambiente de escuta ativa, onde cada mulher é vista, reconhecida e respeitada em sua história.

De acordo com a secretária da SerMulher, Elaine Oliveira, a Ouvidoria da Mulher foi criada para ser um canal direto de diálogo não apenas com as mulheres, mas com toda a sociedade, seguindo a orientação da prefeita Emília Corrêa de ampliar e qualificar o atendimento às mulheres do município. "Sentimos a necessidade de abrir mais um espaço de escuta e, assim, implantamos a Ouvidoria da Mulher. É um canal no qual a mulher tem a certeza de que a informação ou a ajuda solicitada será tratada de forma sigilosa. Trata-se de mais um meio para auxiliar no rompimento do ciclo da violência. Por meio da Ouvidoria, podem ser feitos pedidos de ajuda, denúncias, sugestões, elogios ou reclamações", destacou.

O compromisso do serviço é garantir que cada mulher seja ouvida com respeito, sem julgamentos, assegurando que sua demanda seja tratada com responsabilidade, sigilo e encaminhamentos efetivos. Dessa forma, a Ouvidoria contribui para o fortalecimento da autonomia das mulheres e para o acesso aos seus direitos.

Para a ouvidora da Mulher, Ludimilla Souza, o principal desafio do equipamento é conciliar acolhimento sensível com respostas concretas. "Atuamos de forma articulada com a rede de proteção para transformar a escuta em cuidado e proteção efetivos. Fortalecer a Ouvidoria é fortalecer a confiança das mulheres nas políticas públicas, ampliar o acesso à cidadania e reafirmar o compromisso do poder público com a dignidade, a proteção e a vida das mulheres", afirmou.

Segundo ela, muitas mulheres chegam à Ouvidoria em situações de violência doméstica e familiar, após vivenciarem violações de direitos, dificuldades de acesso aos serviços públicos ou em busca de orientação e encaminhamento. "São mulheres que, em grande parte, chegam fragilizadas, com medo ou sem saber por onde começar, e encontram na Ouvidoria um lugar seguro para falar e serem acolhidas", concluiu.

Texto e foto: Ascom/SerMulher