Primeira audiência do caso Flávia Barros acontece nesta sexta-feira

A primeira audiência do caso Flávia Barras, advogada de 38 anos assassinada em um hotel no dia 22 de março, acontece nesta sexta-feira (07), no Fórum Gumersindo Bersa.

O crime foi cometido pelo policial penal Tiago Sóstenes.

Ao longo desta etapa processual, a Justiça vai ouvir 20 testemunhas do caso, 12 de acusação e 8 de defesa. O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos foi indiciado pelo crime de feminicídio contra a namorada Flávia Barros dos Santos. Ele está preso preventivamente no Presídio Militar (Presmil).

Em maio, o Ministério Público de Sergipe (MPSE), com base em imagens de câmeras de segurança do hotel, denunciou o policial. A denúncia foi apresentada pelas promotoras de Justiça Luciana Duarte e Cláudia Daniela e já foi acatada pela Justiça. Deste então, o acusado passou à condição de réu no processo.

As análises periciais do MP-SE indicam que a vítima estava deitada na cama no momento em que foi atingida pelo disparo. Registros extraídos dos telefones celulares do casal também mostraram que o relacionamento era marcado por episódios anteriores de violência contra a mulher.

Entenda o caso

O crime ocorreu no dia 22 de março, quando Tiago Sóstenes matou Flávia Barros a tiros dentro de um hotel localizado na Zona Sul da capital sergipana. Após o crime, ele tentou tirar a própria vida, foi hospitalizado, recebeu alta médica e, em seguida, encaminhado ao Presídio Militar.

Imagens de câmeras de segurança do hotel registraram a movimentação da vítima e do acusado nos dias que antecederam o crime. Segundo as investigações, Tiago chegou sozinho ao hotel no dia 20 de março. Já no dia seguinte, o casal estendeu a hospedagem.

Na madrugada do dia 22, por volta das 4h, Flávia retornou sozinha ao quarto. Minutos depois, o acusado chegou ao local e, em determinado momento, arrombou a porta do quarto e efetuou os disparos contra a vítima.

Foto: Reprodução redes sociais