Ampliação do número de mulheres à frente de secretarias reforça representatividade feminina no Governo

A transição do secretariado estadual de 2026 marcou um avanço significativo na representatividade feminina no Governo de Sergipe, com um aumento expressivo no número de mulheres secretárias de Estado. A mudança demonstra a visão inovadora da administração, que enaltece a atuação feminina, reconhece a competência técnica e valoriza a capacidade das mulheres de promover uma gestão mais humana, inovadora e eficiente.

No final do ano passado, seis secretários de Estado se afastaram de suas atividades administrativas para se dedicarem a projetos eleitorais em 2026. Com a troca, subiu para dez o número de mulheres à frente do primeiro escalão da gestão estadual, o que representa 40% do secretariado.

O governador Fábio Mitidieri destacou a importância da ampla presença feminina no primeiro escalão do Poder Executivo estadual. "Temos um número significativo de mulheres ocupando espaços estratégicos no Governo de Sergipe, o que reforça o nosso compromisso com a representatividade e com a valorização da competência feminina na gestão pública. A presença das mulheres no governo não é apenas simbólica. Elas estão à frente de decisões importantes, contribuindo diretamente para a formulação de políticas públicas eficientes e conectadas com a realidade da população. Garantir a participação feminina em cargos de liderança é fortalecer a democracia e promover um governo mais inclusivo e plural", afirma.

O aumento da representação feminina em cargos decisivos da administração pública acompanha e reflete os dados demográficos do estado. Segundo o Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos 2,2 milhões de habitantes de Sergipe é composta por mulheres – cerca de 1,15 milhão (52,1%). Diante disso, a gestão garante que a população feminina se veja representada, ouvida e atendida pelo Estado.

São mulheres em cargos decisivos, como a secretária de Estado da Educação (Seed), Gilvânia Guimarães, que assumiu a posição no lugar do ex-secretário, o vice-governador Zezinho Sobral. Para ela, o cenário atual representa uma quebra de paradigmas históricos. “É uma visão inovadora do governador que, desde o início, dá destaque para a atuação das mulheres. Não é só representatividade, é reconhecer um lugar de mérito. Ao longo de mais de 60 anos, a Seed teve apenas quatro mulheres à frente da pasta. A maior parte das pessoas que fazem a educação no estado é mulher. Isso nos orgulha e nos motiva”, conta.

Protagonismo feminino

A maior representação feminina contribui diretamente para uma melhor formulação de políticas públicas. Segundo a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), Georlize Teles, que substitui Danielle Garcia na posição, a pluralidade permite mais eficiência, diversidade e amplitude de ações. “As mulheres são diversas: têm vivências, histórias e realidades próprias, e fazem parte de grupos específicos. Então, você cria um universo feminino plural, com diferentes ideias e perspectivas”, ressalta.

Já para a secretária de Estado do Turismo (Setur), Daniela Mesquita, que substituiu Marcos Franco na pasta neste ano, a oportunidade amplia horizontes. “De modo geral, a mulher desenvolve uma escuta mais atenta, sensibilidade para os detalhes e uma visão integrada do todo. Esse olhar mais humano contribui para a construção de políticas públicas que respeitam as regiões turísticas, valorizam a população local e promovem um crescimento sustentável, equilibrado e com impacto positivo na vida das pessoas”, destaca.

Na avaliação de Gilvânia Guimarães, a presença notável de mulheres no secretariado estadual simboliza inspiração para a população feminina. “Isso enche de esperança meninas do nosso estado. Venho de um lugar muito humilde, da cidade de Umbaúba. Foi a educação que transformou minha vida. E, em Sergipe, a educação pública tem transformado a vida de várias meninas, com projetos, programas e ações. Então, elas verem isso é motivo de inspiração”, considera.

Apesar de avanços, as secretárias de Estado relatam que há desafios sociais a serem superados, como o machismo. Daniela Mesquita diz que, ainda hoje, mulheres em cargos estratégicos precisam provar sua capacidade constantemente. “Encaro esse momento com serenidade e plena consciência do papel que ele representa. Minha trajetória abre caminhos e carrega o desejo de inspirar outras mulheres a acreditarem que também podem ocupar esses espaços de decisão”, enfatiza.

A alta representatividade no primeiro escalão do Governo do Estado tem repercussões positivas para a própria sociedade, com aumento de mulheres em postos de decisão, segundo afirma Georlize Teles. “São secretarias comandadas por mulheres que têm feito entregas históricas, mostrando bons resultados. Então, por exemplo, um empresário vê isso e pensa: ‘Na minha empresa, homens e mulheres trabalham e podem decidir porque, no Estado, que cuida de todos nós, as mulheres estão conseguindo resolver, e resolver bem’”, avalia.

Mulheres no comando

Além da Seed, SPM e Setur, também são ocupadas por mulheres as secretarias de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Érica Mitidieri); da Fazenda (Sarah Tarsila); do Esporte e Lazer (Mariana Dantas); da Justiça e de Defesa do Consumidor (Viviane Pessoa); da Administração (Lucivanda Nunes); do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Deborah Dias); e da Transparência e Controle (Silvana Lisboa).

Foto: Thiago Santos